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O que é um Desenvolvedor Full Cycle?

O que é um Desenvolvedor Full Cycle?

Fala galera tudo certo? Por aqui boa tarde, se tiver lendo a noite, então boa noite 😀. Seguinte, hoje vamos falar sobre uma categoria de desenvolvedores que está bem em alta há alguns anos. Este termo “Full Cycle” foi cunhado pela Netflix, que significada nada menos que um time ou pessoa responsável por todo o ciclo de desenvolvimento de uma aplicação ou software, que está envolvido em todas as fases do projeto, vulgo “Severino“.

Para ser um desenvolvedor Full Cycle, o indivíduo precisa ter conhecimento de todas as etapas do projeto, incluindo a parte de desenvolvimento e principalmente testes da aplicação. Importa frisar que o indivíduo precisa ser um FullStack, pois se necessário, será preciso trabalhar tanto o backend como o frontend dentro do projeto, isso faz parte do processo que o engloba como Full Cycle.

Como começou esse tal de Full Cycle?

Tudo deu início com uma postagem no blog de tecnologia da Netflix, que compartilhou a história da jornada da sua equipe de Engenharia com abordagens para a construção e operação de serviços.

Isso resultou na criação de uma nova “categoria”, chamada de “Desenvolvedores Full Cycle“, resumidamente um desenvolvedor de todo o ciclo.

Essa classe de desenvolvedores tem se mostrado muito promissor dentro da gigante Netflix, onde os desenvolvedores são responsáveis por determinados aspectos operacionais da prestação de serviços e são suportados por meio de treinamentos e uma variedade de ferramentas de autoatendimento.

Os autores do blog, Philip Fisher-Ogden e Greg Burrelle, afirmam que o objetivo do ciclo de vida de entrega de software é otimizar “tempo para agregar valor”, a fim de converter efetivamente ideias em produtos e serviços para clientes. 

O que faz um FullCycle?

Esse tal de FullCycle deve: projetar, desenvolver, testar, implantar, operar e dar suporte ao projeto desenvolvido. Conhece alguém que presta serviços como freelance e abraça tudo sozinho? Como por exemplo: criar layout (frontend), programar o site (backend), testar todas as funcionalidades, fazer deploy do projeto e ainda dar o suporte para o cliente. Esse cara pode-se chamar de um Desenvolvedor FullCycle.

Atualmente trabalho nesse formato, então posso me chamar como um Desenvolvedor Full Cycle, porque além de toda a parte de processos de desenvolvimento eu ainda capto os clientes e negocio valores, puxado né? 😅

Quais são os desafios?

Participar de um projeto onde você deve ter conhecimento de todas as etapas da aplicação acabou criando uma sobrecarga adicional para os desenvolvedores e, muitas vezes, exigiu que novas habilidades fossem aprendidas.

E saber lidar com todas as fases do projeto se tornou bastante estressante, principalmente se você trabalha em diversos projetos ao mesmo tempo. E isso exige que você tenha pleno domínio e seja autoridade naquilo que você está fazendo.

Se você é freelance solo há algum tempo você deve se identificar com isso, onde qualquer problema que ocorrer na sua aplicação, seja na parte de planejamento, desin, desenvolvimento ou deploy, é sua responsabilidade resolver todas essas pendências. Se você se identificou com isso, você pode se encarar como um Desenvolvedor Full Cycle.

Segue abaixo uma imagem que ilustra o ciclo de vida de um projeto, onde o Desenvolvedor Full Cycle deve saber lidar:

Conclusão

Vimos que nem tudo são flores ao ser um desenvolvedor Full Cycle, se você deseja ser um desenvolvedor full cycle e percebeu que sua abordagem e seus benefícios são realmente importantes, como premissa, devem conhecer e participar ativamente das seguintes etapas do desenvolvimento de software: 

  • ELABORAÇÃO: levantamento, modelagem e especificação
  • PLANEJAMENTO: definição de estratégias, formas, métodos e técnicas a serem utilizadas e como serão utilizadas, assim como ferramentas
  • CONSTRUÇÃO: não só desenvolvendo como também testando e otimizando
  • IMPLANTAÇÃO: configurando e colocando o produto em produção para liberação e uso
  • MONITORAMENTO/CONTROLE/MANUTENÇÃO: manter o software e identificar possíveis pontos de falha, usabilidade etc. Neste ponto, você usa o sistema como usuário final e, assim, consegue identificar pontos de dificuldades e “entra na pele” do operador, estando assim melhor preparado para identificar o que realmente interessa e torna o sistema agradável e que atende a real necessidade do cliente.

Espero que tenham conseguido entender o que é essa classe de desenvolvedores, e se deseja ser um deles, entendido que vai passar alguns perrengues, mas nada que não sirva pra lhe dar ainda mais experiência, e isso não devemos negar né 😃.

Até a próxima, e bons estudos e trabalhos!

Douglas Paiani
Autor
Douglas Paiani

Gaúcho, 25 anos de idade, apaixonado por programação e suas tecnologias! Com mais de 10 anos de experiência na área de desenvolvimento web, hoje atuando como especialista em WordPress, trabalhando para várias agências de produção digital do país como FullStack. Focado em ajudar novos entusiastas a atingir o próximo nível do WordPress.

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